Conheci o Rogélio quando namorava uma irmã de um amigo meu, mais tarde casaram, tiveram filhos, tomaram novos rumos. Sempre nutri pelo Rogélio uma grande admiração, por sua maneira singela e paradoxalmente culta de se exprimir. Foi um dos intelectuais mais refinados que conheci.
Não marcávamos encontros, a vida os programava, mas quando aconteciam, tinhamos longas conversas, muito agradáveis. Começávamos sempre pondo em dia o que conteceu nos intervalos e depois falávamos do que pretendiámos fazer.
Eu não sabia o quanto gostava do Rogélio, até que soube da morte dele...passei dias sem esquecer do fato, via o pai bondoso, carinhoso, orientador daquele pirralho que transitava por livrarias.

